Grupo de Estudo Alteridade, Imagem, Etnografia

Por Janaina Lisiak

O coordenador Xico Costa (CT – UFPB / PPGAU FAUFBA) e os articuladores Janaina Chavier Silva, Maria Isabel Rocha e Milene Migliano Gonzaga do grupo de estudo Alteridade, Imagem, Etnografia propuseram a formação de grupos para a articulação da temática, de forma experimental.

Ao mesmo tempo em que o grupo se torna objeto da própria pesquisa, é proposta que a associação de pesquisadores seja ou através da proximidade do tema/enfoque metodológico, ou através da aproximação pela discordância. Assim, as articulações deve-se seguir um novo elemento – um produto que seja fruto da discussão do grupo, não de um trabalho isolado.

Após a apresentação individual de cada participante, criou-se dois grupos que visam discutir e produzir novas idéias sobre a temática. Hoje pela tarde, os grupos devem, através de um representante, narrar a experiência e apresentar a imagem, de forma intuitiva, vaga, de qual seria a idéia proposta de projeto (para o futuro).

Após a provocação lançada ao grupo na tarde anterior, as experiências e processos foram narradas na manhã do dia 6 de dezembro. De forma a melhor identificar cada um, denominou-se um como “Cachaça” e o outro como “Ônibus”.

O grupo Cachaça apresentou o produto-imagem, imagem esta que não é cronológica, nem linear, mas uma cobra que mordeu o próprio rabo na tentativa de comunicar o que foi vivido. Discutindo sobre o conceito da temática Alteridade, Etnografia, Imagem, e a discussão sobre o pas de bourrée, a bebida destilada de cana de açúcar surgiu como dispositivo de apreensão da cidade para a experimentação do passo do bêbado. O deslocamento de um dos participantes em busca da cachaça gerou um processo de aproximação com o(s) outro(s), e o relato desta experiência cria imagem em cada uma das pessoas que a narrativa alcançou.

O grupo Ônibus traz a imagem como ponto de inflexão da articulação e estabelece um método de exploração a esmo de imagens, cujo destino final foi estabelecido 10 minutos após o trajeto do primeiro ônibus pego. De uma série de instrumentos-imagem, a imagem-síntese é a de um barco, que procura questionar o artefato em si e quais são as articulações que este possui entre os outros objetos e entre as pessoas.

As articulações, por fim, procuraram fugir da estrutura dita convencional de discussão, trazendo dispositivos de desestabilização (provocação) pelo processo etnográfico de ir ao campo, gerando processos de alteridade.

Confira fotos do processo.

* Os grupos de estudo aconteceram nos dias 5 pela tarde e 6 pela manhã na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFBA, integrando a programação do Corpocidade 4.

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